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A Riqueza do Poupar

Para muitos, quando se fala em poupar, a primeira imagem que surge é que se deixará de usufruir, de usar, de ter ou de não se permitir. Vem, então, a visão da miserabilidade e da dificuldade.

Na realidade, poupar é deixar de gastar inutilmente ou, como queiram, é optar pelas coisas prioritárias. Poupar energia para ter melhor saúde, poupar-se de aborrecimentos para ter mais harmonia, poupar no supérfluo para investir no essencial.

Sabemos das dificuldades de se resistir ao consumo no mundo do marketing e do merchandising, aonde o apelo visual de produtos e serviços nos induz a gastar de forma impulsiva.

Somente alguns poucos dominam a arte do poupar e conseguem a riqueza de não serem escravos das coisas, de optarem seletivamente por situações, produtos e serviços que trazem valor agregado e, conseqüentemente, têm posições financeiras mais sólidas.

Certa vez, o financista japonês ,Ioshio Terasawa afirmou: "Não ficamos ricos com o que ganhamos. Ficamos ricos com o que poupamos".

Domingos Ferreira de Moraes, meu pai, dizia: "Meu filho, ganhar dinheiro é fácil, o difícil é saber gastar". Ele embutia, com sutileza, a idéia óbvia: para quem não sabe gastar, qualquer orçamento ou receita é pequena.

Barbosa Lima Sobrinho, em seu livro antológico Japão: O Capital se Faz em Casa (1972) identifica que, assim como as pessoas e as empresas, as nações que se endividaram para crescer não chegaram a lugar algum. Ele aborda, neste livro, o modelo japonês, que se capitalizou com a poupança, assim como, no passado, fizeram todas as nações de sucesso. As pessoas e as empresas devem se capitalizar com suas poupanças.

Amador Aguiar, fundador do Bradesco, em uma de suas poucas entrevistas, afirmou que uma das razões do seu sucesso é a de nunca ter pedido dinheiro emprestado.

"Rico é aquele que não tem dívidas ", ao afirmar isto, meu pai - médico e empresário - se referia a tudo: dinheiro, moral, favores ou a qualquer tipo de dependência.

Gostaria aqui de sugerir uma meditação um pouco mais profunda: o dinheiro e os bens são passageiros, e instrumentos de nossa evolução, portanto, se bem usados e sem desperdícios ou abusos nos farão bem, caso contrário serão a razão de nossa desgraça, principalmente, se deles ficarmos escravos.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

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