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Aprender. Aonde realmente iremos aprender?

Em interessante palestra no evento Saber 2000, que contou com 7.000 participantes representando escolas de todo o Brasil, assistiu a uma das mais esclarecedoras apresentações de minha vida.

Saber ser, fazer, aprender e conviver. Os pilares da educação, segundo a Unesco.

O palestrante, o mexicano Luis Benavides Ilizaliturri, doutor em Pedagogia, consultor da Unesco e diretor do Centro International de Pesquisas e Altos Estudos, no México, com clareza mostrou o fim do paradigma Escola na Estrutura Atual.

Em um momento de sua apresentação em portunhol, ele afirma.

Nosso mundo mudou:

Tudo mesmo, menos a escola.

Educação se identifica com a escola.

A escola como conhecimento é falso.

Ele deu o exemplo de um habitante de 1900, transportado para os dias atuais.

Ao entrar em uma cozinha, ele teria um choque: microondas, lava-louças, fornos modernos, enfim, nosso ancestral ficaria atordoado com este novo universo.

O mesmo se daria ao ir para a sala de estar, com a televisão ligada e uma série de outros equipamentos, como o disc laser.

Ao enfrentar o trânsito, a turbulência para o seu ajuste seria perigosa, haveria um susto e inadequação total.

Entretanto, ele encontraria refúgio ao entrar em uma sala de aula de escola e ver o velho quadro-negro com seu porta-giz e os bancos escolares. Enfim, algo que não mudou.

A escola voltou-se para si mesma e, dentro do conceito do obedecer, continua a ensinar baseada no conhecimento tradicional e na metodologia do magister dixet, do professor, do dono do conhecimento.

É o ensino racional, mecanicista e generalizado.

Mas, se as pessoas são concretas e distintas, e são agentes de transformação em permanentes relações, e cada pessoa está em processo permanente por tornar-se humana, a educação pessoal, familiar, empresarial e comunitária passará por uma revolução que respeite o ser e o tempo.

O foco da Educação deve procurar sua consistência no futuro, respeitando a existência do aqui e agora, e fundamentar-se na subsistência do passado.

A grande ruptura conceitual estará na Educação Sem Exclusão,

  • Permanente e vitalícia;
  • Capaz de transcender a escola;Abordada na prospecção das necessidades e expectativas reais e locais;
  • Comprometida com o desempenho social e produtivo;
  • Para um convívio humano harmonioso.

E ela se dará fora da sala de aulas, em casa, na empresa, nas associações e, é claro, com o apoio da nova escola, que será diferenciada das outras, em função dos seus alunos e dos pais de alunos, de cada grupo, bairro, cidade ou país.

E aqui, meus amigos, posso concluir, o Ensino pela Internet terá uma participação e significado de transmutação.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

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