Você está em: Home > Artigos > Chegou o 3º Milênio. E agora?

Imprimir página - Versão para Impresão

Artigos

Chegou o 3º Milênio. E agora?

Como economista, tenho o hábito de estar atento às tendências, pois toda ruptura ou inversão de tendências não ocorre aleatoriamente ou de surpresa.

Quem não tem visão histórica, tem visão histérica.

Vamos lá, fazemos parte da economia mundial cada vez mais globalizada, portanto, influímos no mundo e somos influenciados cada vez com maior intensidade.

A interdependência aumenta.

Fatores Externos para 2001:

O preço do petróleo no patamar de US$ 30 o barril terá uma influência direta na pressão da inflação mundial, que empurrará os juros para cima. A economia norte-americana crescerá bem menos: 3,3% e a européia ficará no patamar dos 3%, com o euro na média de cotação de US$ 0,90. O Japão estará ainda em processo de estagnação e a economia asiática como um todo estará em um processo duro de ajustamento à economia globalizada.

Há um risco real de a economia norte-americana vir a ter um pouso não tão suave com conseqüências sérias para nós.

Teremos, portanto, um cenário muito mais difícil para a economia brasileira, que ainda não tem serviços e produtos com preço, qualidade e logística exigida pelo padrão mundial atual, precisamos continuar a aumentar a produtividade e cortar drasticamente os custos.

Fatores Internos para 2001:

A pujança e as oportunidades de crescimento de um país, onde tudo está por ser feito, e uma percepção de melhoria de tendências nos indicadores fundamentais da economia brasileira, é que permitirão um crescimento em torno de 4% este ano com tendências de continuidade.

A brincadeira de que no Brasil nem o passado é confiável, torna-se séria com as tentativas de se descobrir e inventar “esqueletos” por gangues, com o beneplácito de políticos, que visam transferir recursos públicos para essas quadrilhas ou de interesses corporativistas ou políticos.

A lição de casa não foi feita, as reformas fiscal, política, da previdência, das novas relações do trabalho estão sendo empurradas com a barriga e a necessidade de se criar uma política comercial, industrial e agrária, com visão de longo prazo e integrada à vocação do Brasil, vai sendo esquecida.

A crise social é o fator de risco maior, causada pelas deficiências na área de educação, saúde e saneamento básico, que aumenta a miséria e é agravada por uma violência urbana e a desestruturação da polícia causada pelo crescimento do crime organizado e pelo domínio das gangues do narcotráfico, com ramificação na política.

Em minha opinião a necessidade da moralidade pública, da ética como base de um relacionamento saudável e do respeito no processo de negociação ganha-ganha estará levando a sociedade a reagir e exigir dos políticos, empresas, e agentes econômicos e sociais uma mudança de atitude.

E isto nos torna mais otimistas para a virada do milênio, pois teremos como sociedade organizada que encarar os problemas de frente e criarmos as oportunidades para o aparecimento de novas lideranças com visão de futuro, apesar das muitas dificuldades que com certeza teremos pela frente.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

Copyright© 1973-2011 mcaconsult.com.br - Todos os direitos reservados.

MCA Consult - Telefones: São Paulo: +55 (11) 3881-4659 / Santa Catarina: +55 (048) 3207-8950, +55 (48) 9621-7564

Topo