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Começar de novo? ou Começar o novo?

Reflexões para o início do 3 º Milênio

“O mundo está para ser reinventado, as organizações, do jeito que estão, já morreram, tudo dependerá dos talentos das pessoas” afirma o britânico Charles Handy, em entrevista publicada pela HSM – Management, intitulada “O impensável está para ocorrer”.

O francês Jean-Claude Guilleband, defensor de valores humanistas e autor do livro A Refundição do Mundo, a ser lançado no Brasil pela Bertrand Brasil, em reportagem a Michel Crépu, do L’ Express, afirma:

“O mercado sem a democracia não será capaz de resistir à própria lógica e saber tomar decisões mais produtivas, a não ser a longo prazo.

É fundamental impedir que o mercado exerça domínio sobre o conjunto das decisões humanas.

Estamos na teatralização de um falso debate entre religião e ciência; o verdadeiro debate consistiria em devolver ao pensamento científico as próprias insuficiências. O fato da ciência se julgar capaz de realizar a felicidade do ser humano é uma superstição.

O liberalismo ideológico, se for considerado como dogma, põe em perigo nossas crenças comuns.”

O norte-americano Edgar Mitchell, a sexta pessoa a pisar na lua, durante a missão Apolo 14, em concorrida palestra realizada em setembro de 99, promovida pelo World Business Academy e Institute of Noetic Science fundada por Mitchell, passa de uma maneira simples, que o fim da Era do Conhecimento gera a oportunidade do alvorecer da Era da Consciência.

“Em certa noite de insônia, neste setembro de 1999, escrevi minhas dúvidas.

Por que é tão difícil a comunicação, o entendimento e a compreensão entre as pessoas, nas empresas e na sociedade?

Quais razões levam as pessoas a executarem muitas tarefas sem valor agregado algum e a trabalharem na direção inversa à do desenvolvimento?”

A resposta veio de dentro.

As pessoas se restringem a fazer aquilo que para elas é importante, atuam quase todo tempo de forma mecânica e inconsciente. As pessoas trabalham para si próprias.

Lembro-me que, há 20 anos, quando entrei em um caminho de desenvolvimento espiritual, perguntei ao meu mestre quais as condições necessárias para se alcançar a espiritualidade e obtive a seguinte resposta:

“Esqueça tudo o que você sabe, pois isto foi importante para você chegar aqui, mas será um peso ou uma armadura de resistência para o desenvolvimento que virá.”

Quem sabe, o primeiro passo de um novo começo possa ser o começar a trabalhar para os outros?

Em que posso ser útil para o porteiro da empresa?

Quais as necessidades e expectativas de meus empregados?

Tenho consciência dos desejos dos meus clientes e trabalho para atendê-los?

Será que posso ajudar meu vizinho?

E minha esposa e filhos, o que esperam de mim?

Em que posso ajudar a comunidade onde moro?

Como posso valorizar o menino de rua, abandonado?

Com que consciência devo votar?

Se vamos mudar o mundo não sei, mas creio que nosso mundo começará a melhorar e talvez sejamos agentes do início de uma nova era que se inicia, a Era da Consciência.

Como é bom começar o novo.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

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