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Usos e Abusos dos Indicadores de Performance Empresarial

Em uma importante multinacional de produtos de consumo doméstico o Diretor Superintendente questionou os indicadores que medem a performance de uma empresa.

O tema se tornou um Evento de Diretores e Gerentes.

Podemos aqui fazer uma reflexão sobre o assunto, conceitos envolvidos e várias interpretações.

A primeira, o que é performance?

O novo Aurélio define como Atuação, Desempenho ( principalmente em público).

O desempenho de uma empresa tem até agora sido medido por indicadores tais como rentabilidade, participação de mercado, satisfação do cliente, índice de endividamento, qualidade de serviços e produtos, volume de vendas, capacidade de inovação etc.

Estes indicadores, que são meros instrumentos de medição acabam, entretanto, sendo utilizados por muitas empresas como metas e objetivos.

Façamos um exercício comparativo com indicadores outros que todos conhecemos.

Ao viajarmos de automóvel temos em nosso painel alguns instrumentos de medição (marcador de velocidade, marcador de temperatura, marcador de combustível etc.)

Que tal fazermos um plano de viagem em que venhamos obter uma média de velocidade de 90 KM por hora, manter o tanque de gasolina sempre acima de ¼, nível de temperatura adequado, evitar rotação de motor acima de tantos giros. Ter pneus calibrados em pressão 26 libras etc.

Se nossa atenção vier a se prender a este plano começamos a correr o risco de não ser importante saber onde estamos, para onde vamos, de olhar a paisagem e até talvez de saber qual a razão da viagem e o roteiro a ser seguido.

Os indicadores são instrumentos de apoio não camisas de força que acabem prejudicando o processo de evolução natural de um empresa no mercado em que atua.

Vejamos apenas dois indicadores como exemplo.

Lucratividade é um indicador financeiro que mede retorno capital sob investimento ou lucro líquido sobre vendas após impostos. O resultado mostra a eficiência no conjunto de operações sob o ponto de vista financeiro.

Participação no Mercado (Market Share) a posição da empresa junto aos outros concorrentes e o mercado como um todo. Indica tendência se comparadas com posicionamentos anteriores. Normalmente, apesar, de segmentado acaba refletindo penetração e aceitação de produtos e serviços.

Todos estes indicadores de certa forma retratam o que já aconteceu, e muitas vezes não explicitam as reais causas de desempenho, pois acabam sendo apenas um resultado. E este resultado pode inebriar e começar a fragilizar a empresa quando damos ênfase apenas aquele que foi mais positivo.

Daí ser importante este painel de instrumentos para monitorarmos nossa viagem, mas temos que estar atentos as razões essenciais de nosso negócio e a meteorologia do mercado.

Vamos tentar responder as perguntas:

  • Onde estamos?

Em uma economia competitiva, onde não pode haver nenhum tipo de desperdício. Preço e qualidade são condições apenas de sobrevivência. E as tendências são de mudanças de mercado cada vez mais radicais e de maior exigência do consumidor/cliente.

  • Para onde vamos?

Para um mercado globalizado, intensificação da concorrência a nível internacional. Preços e qualidade a nível mundial.

Um ambiente que exigirá maior eficiência, eficácia e flexibilidade de todos e quem tiver custo fixo alto não sobreviverá.

  • Vamos olhar a paisagem?

O relacionamento dentro da empresa passa a ser participativo, com o fim da estrutura hierarquizada e funções específicas. Trabalha-se mais por processos.

A remuneração será variável pelos resultados obtidos em desempenho coletivo e pessoal, e haverá ênfase em se relacionar com o cliente tentando superar suas expectativas.

Cada vez mais haverá trabalho de parcerias com fornecedores, sendo as atividades que não são negócio da empresa terceirizadas. Acaba-se a tendência à verticalização.

As empresas serão mais ágeis e menores.

  • Qual a razão da viagem?

A sobrevivência e crescimento da empresa, dentro de suas capacitações e vocação, onde em sua missão e política estejam contidos os valores éticos e ecológicos, a consciência de auto realização e crescimento pessoal dos seus membros, a função social da empresa fundamentada nos resultados para os acionistas e para a comunidade, além é claro de se ter produtos e serviços que superam às expectativas dos clientes sempre evolutivas.

  • Qual roteiro a ser seguido?

Melhorar performance de atuação no mercado.

Melhorar performance organizacionais e de processos do trabalho.

Melhorar performance da qualidade de vida dos membros da empresa.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

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