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Os Tsunamis Sociais, Econômicos, Ecológicos e Políticos são previsíveis?

Caros amigas e amigos

Tomo a liberdade de convidá-los para uma palestra imperdível, em nome da Governadora de Rotary InternationaL- Distrito 4651 Marilene Vargas Souto.

Esta palestra ocorrerá no auditório do Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Catarina às 9 horas do dia 29 de abril de 2006.

Esta palestra é parte do evento da Conferencia Distrital do Rotary International,mas está aberta e franqueada a quem possa se interessar pelo tema e palestrante e ter a oportunidade de conhecer a ação do Rotary International em nosso Estado de Santa Catarina.

Geraldo Leal de Moraes e Victor Pinedo

 

Os Tsunamis sociais, econômicos, ecológicos e políticos são previsíveis?

Há indicadores de que verdadeiras calamidades estão por acontecer e não nos damos conta, ou não queremos ver ou saber.

Há um medo coletivo que nos anestesia? A quem interessa este imobilismo da sociedade?

A insegurança crescente aliada ao tráfego de drogas e ao crime organizado, que se insere dentro do corpo policial, é um alerta de um grande desastre.

O preço do barril de petróleo, a mais de US$ 73, e os interesses econômicos envolvidos em ações de guerras e conflitos internacionais é um indicador seguro dos riscos que a humanidade corre.

Mau uso dos recursos hídricos, saneamento básico inexistente ou inadequado e manipulação inconseqüente do lixo e detritos nos leva rapidamente ao colapso.

A sociedade deve estar consciente e reagir a este estado de coisas, afinal, problema enfrentado, problema solucionado. Problema não enfrentado, problema multiplicado.

A VIII Conferência do Distrito 4651 de Rotary refletirá estes temas e convidará a Ministra do Meio Ambiente, Sra. Marina da Silva, o Governador dos Estado de Santa Catarina, Luis Henrique da Silveira, todos os seus secretários de Estado e todos os prefeitos das cidades que fazem parte do território do Distrito 4651 a que venham participar e compartilhar este assunto, inclusive o Prefeito Municipal da cidade de Florianópolis, Dário Berger, e seus secretários.

Este não é um assunto local, é um assunto mundial. Mas os efeitos sobre a população são locais. Em todo o mundo, as Conferências Distritais de Rotary International estarão discutindo este tema.

É um movimento, portanto, de 1.200.000 rotarianos em 168 países, reunidos em 31.000 Rotary Clubs.

É uma ação globalizada, que tem em nosso Presidente de RI, o sueco Carl-Wilhelm Stenhammar a mensagem: “Neste ano, estamos nos dedicando intensamente ao analfabetismo, recursos hídricos, fome e saúde, e à imagem pública do Rotary”.

Ao trazer um experiente consultor internacional que atua no mundo todo, inclusive no Brasil, estamos alargando o processo de consciência dos grandes riscos reais que nossa comunidade vive. Os outros palestrantes são autoridades nestes assuntos tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista do comportamento humano.

Victor Pinedo é um empresário atuante na comunidade e cedo teve uma experiência marcante que o inspirou a analisar as causas e como se formam os grandes desastres.

“Em 1969, a Shell de Curaçau, uma das ilhas das Antilhas Holandesas no Caribe, decidiu redesenhar sua unidade local. Despediu cerca de dois mil funcionários e resolveu recontratá-los por terceiros, pela metade dos salários, criando uma enorme revolta”.

Grandes incêndios foram provocados, até mesmo nas unidades da própria distribuidora. A revolta se alastrou, atingindo praticamente a metade das empresas da ilha.

Como presidente da Coca-Cola de Curaçau e fabricante de saponáceos, sorvetes, laticínios e produtos a base de chocolate, presenciei os fatos e vi que algumas empresas foram seletivamente poupadas, entre as quais as minhas, por serem consideradas na época exemplares, na ilha.

“Tsunami”, o livro que escrevi sobre aqueles acontecimentos, significa em japonês um tipo específico de maremoto, formado no fundo do mar a partir de tremores de terra, e que sobe sem dar aviso, destruindo tudo o que está na superfície. É diferente daquele formado por ventos na superfície da água, menos devastador. O que aconteceu conosco em Curaçau foi um verdadeiro “tsunami” e nos deixou grandes lições”.

Ficou a pergunta: é possível transformar as organizações atuais, e por que não a comunidades, tornando-as mais criativas e capazes de se auto-regenerar e de enfrentar os novos desafios? "Eu acho que sim".

Seu livro “Tsunami”: Construindo Organizações Capazes de Prosperar em Maremotos
é uma referência na literatura de processos de mudanças empresariais e comunitárias, através de uma arquitetura que inclui a todos e gera a valorização do ser humano no processo de evolução.

Ele mostrará com clareza e objetividade o outro lado da crise, ou seja, as grandes oportunidades que estas criam.

Victor Pinedo Jr., foi consultor d Shell Oil, Bank of América, Hardees Food Systems, Natura entre outras grandes empresas.

Conhece bem a cultura de vários países incluindo Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Holanda, Itália, México e Venezuela. É fluente em alemão, espanhol e inglês e tem conhecimento profundo do português e francês.

Suas mais recentes palestras foram:

  • The Young President's Organization Hong Kong University
  • Arthur Lipper's Association of Venture Founders
  • American Society of Travel Agents
  • American Society of Association Executives
  • Young President's Organization, San Fernando Valley Chapter
  • The Third Conference of the Great Cities of America
  • The World Future Society's Sixth General Assembly:
    "Future View, The 1990's and Beyond."
  • XX CONARH - Congresso anual da Associação Brasileira de Recursos Humanos

Nós, do Distrito 4651 de Rotary International, temos consciência de que este é um assunto de interesse de nossa sociedade e de todos nós rotarianos, e para isso, convidamos especialistas nacionais e internacionais do tema, os quais ajudarão a refletir e escolher novos caminhos, e nos preparar para atitudes pró-ativas, éticas, e de responsabilidade social.

É possível “surfar” os Tsunamis?

Victor Pinedo vem a Florianópolis e a este Estado de Santa Catarina pela amizade pessoal que tenho com ele. Quando estive em Boca Ratton, EEUU, em julho de 2005, falei da Conferência Distrital de Rotary e da importância deste evento, pelo tema e pelo momento da cidade. É claro, contei antes da magia que é esta cidade, suas belezas e seus encantos. Do contato natural do ilhéu com seu meio ambiente. Sua gente bonita, alegre e tranqüila.

Conversamos sobre os riscos de um tsunami social, ecológico e político pelo processo de grandes mudanças, do movimento migratório para Florianópolis, grande modernidade causada pelas universidades e empresas de tecnologia de ponta. A inserção do Brasil no mundo globalizado. A revolução da internet e da comunicação mundial.

Aqui, a precariedade de infra-estrutura, que temos em todas as cidades brasileiras, pode ser muito perigosa pela velocidade mais rápida de mudanças que ocorrerão. A visão romântica de um passado de qualidade de vida de forma natural no contato com a exuberância da natureza do lugar gera um risco da zona de “conforto”, de saudosismo e de resistência ao progresso que chega de forma avassaladora. Há uma necessidade de se ter uma visão de futuro mais clara, um plano diretor bem delineado.

Conversamos sobre Rotary International, e sua ação este ano sobre o meio ambiente. Ele, que foi líder de Lions, se sensibilizou. O convidei e de pronto ele se comprometeu a vir. É a ação de um voluntário que tem responsabilidade social a nível internacional e sabe que pode ajudar em qualquer lugar do mundo.

Mas quem é Victor Pinedo?

É um homem encantador pelo otimismo de quem encara problemas como uma grande oportunidade de soluções. Um líder respeitado e preparado, que dirige equipes com a suavidade de um maestro. Um realista e pragmático, que sabe que as mudanças só vem com a evolução do homem para uma ação mais madura e sabe que entraves a isto estão em estruturas rígidas, sistemas que não respeitam a essência humana e gestões autocráticas e autoritárias.

Em seu trabalho de Arquitetura Organizacional desenvolveu o 7 C’s, que atuam interligados como neurônios de um processo vivo, intermitente e integrado.

Victor, em seu Livro “Tsunami: Construindo organizações capazes de surfar em maremotos”, nos envolve e nos estimula a novas reflexões, expansão da consciência e nos deleite quando apresentando as 7 competências essenciais para as empresas e entidades orgânicas. Carinho, Co-criação, Compromisso, Conexão, Confiança, Celebração e Correção de Cursos, e Comunicação.

Quando todas as pessoas da organização chegarem a essa maturidade criadora, a empresa alcança a essência de sua expansão evolutiva e crescimento sustentável.
Victor Pinedo vê, nas probabilidades de tsunamis, possibilidades para estarmos preparados para surfa-los e tirar desta força avassaladora, energia para um crescimento responsável, ecológico, ético, maduro e eficaz.

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativ

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