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Cenário de medo, riscos e
oportunidades da nação brasileira

Florianópolis, 18 de agosto de 2008.

Gráfico: Compotamento do Ibovespa.

Fonte: Blog do Sardenberg

 

O sentir estratégico da nação brasileira percebe o grande risco de a célula social se romper pela total ausência de seriedade, transparência e falta de compromisso de boa parte dos atuais ocupantes dos cargos públicos.

O pensar estratégico da nação brasileira está bloqueado pela burocracia estatizante e o Estado Brasileiro se alimenta de uma cobrança inaceitável e absurda de impostos para nada devolver à sociedade, a não ser, escândalos, roubalheiras e falta de vergonha na cara, alicerçado na instituição da impunidade. O crime organizado se instalou no poder e se aliou ao que há de pior dos políticos e dirigentes de todas as áreas.

O querer estratégico da nação brasileira está anestesiado, perplexo e inerte pelo medo, o que leva a uma inação que é entendida pelos que manipulam o poder como uma aceitação, tolerância e porque não conivência de todos nós.

Há no ar e nas entrelinhas uma publicidade mentirosa e enganosa que se repete pela mídia apregoando que nunca antes o Brasil teve tanto avanço e realização como no governo Lula e todas as mazelas foram herdadas de Fernando Henrique e antecessores e o que vem de ruim hoje vem de fora como o surto inflacionário e a crise de alimentos.
A censura, a pressão orquestrada contra as pessoas livres no pensar, sentir, querer, agir e falar é grande.

No dia 11 de agosto de 2008 participei do almoço da ADVB-SP quando o Senador Garibaldi Alves Filho, presidente do Senado Federal, em palestra para quase 1000 empresários alertou para a grave crise das instituições políticas.

“A democracia corre riscos.

Os partidos políticos estão desconfigurados. Não são partidos verdadeiros. Não há corrente de ideais ou programas para o país. Há políticos donos de partidos, alguns donos de 2 ou 3. É preciso ir de encontro às verdadeiras mazelas e não fingir que há debate democrático.

Em 126 sessões deliberativas no Senado, 86 tiveram as pautas trancadas por medidas provisórias. O executivo legisla através das medidas provisórias e o judiciário, por omissão do legislativo, quer legislar.

Os poderes da República não estão funcionando como deveriam.

Há necessidade de uma grande mobilização da sociedade para alcançar uma reforma política que ponha claro a agudeza deste problema e sem reforma política não haverá as outras.

Na verdadeira democracia os poderes se encontram e se afirmam.”

Deus te abençoe Senador Garibaldi em sua atitude de independência e integridade.

Neste mesmo dia a pesquisa realizada com eleitores brasileiros pelo Instituto Vox Populi para Associação dos Magistrados Brasileiros constatou que 85% dos entrevistados consideram a política como uma atividade que só beneficia os próprios políticos e não ao povo. Nesta mesma pesquisa 10% dos eleitores levarão em conta na hora de escolher os partidos e 76% as pessoas.

Eu creio que não haverá crescimento da economia de forma sustentável, eqüitativa e harmônica, nem uma nação que evolua para nos levar a ser de primeiro mundo sem democracia e verdadeiros partidos políticos.

Será que o viajante Lula, apesar de mais ausente do que presente no palácio do Planalto como já mostrou o jornalista Joelmir Beting, não percebeu que se transformou em um ditador de um Estado inchado e apodrecido que macula a Nação e a liberdade democrática?

Ou será um déspota que quer o poder pelo poder e se fingindo em democrata vai dizer que o povo o quer para mais um mandato?

Eu não tenho certezas nem verdades, estou apenas perguntando.

Eu tenho medo de nos atrasarmos mais uma vez no processo estratégico de crescimento e desenvolvimento, pois a nação e o povo brasileiro prevalecerão e seguirão seu caminho e vocação de vir a se tornar um país de primeiro mundo.

Lula mais cedo ou mais tarde será esquecido.

Eu me apavoro quando fica em todos nós uma insegurança e um medo sutil de que as coisas são assim mesmo e a credulidade de que não há nada a fazer a não ser esperar que o pesadelo passe.

Aqui mora o perigo.

O que fazer?

Geraldo Leal de Moraes

Consultor de Estratégia Empresarial e Educação Corporativo

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